A Década do Oceano promove acesso aberto à produção científica no Brasil?

Autores

  • Dra. Germana Barata Universidade Estadual de Campinas Autor https://orcid.org/0000-0001-6064-6952
    • Conceptualization
    • Funding Acquisition
    • Investigation
    • Supervision
    • Writing – Original Draft Preparation
    • Writing – Review & Editing
    • Project Administration
    • Formal Analysis
  • Dr. Fabio Lorensi do Canto Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) Autor https://orcid.org/0000-0002-8338-1931
    • Writing – Review & Editing
    • Writing – Original Draft Preparation
    • Methodology
    • Investigation
    • Formal Analysis
    • Data Curation
    • Conceptualization
  • Wadson Rocha Lemos Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) Autor https://orcid.org/0009-0008-1510-2401
    • Data Curation
    • Methodology
    • Writing – Review & Editing
  • Washington Segundo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) Autor https://orcid.org/0000-0003-3635-9384
    • Conceptualization
    • Data Curation
    • Investigation
    • Methodology
    • Writing – Review & Editing

DOI:

https://doi.org/10.82524/recal.2026.124

Palavras-chave:

Década do Oceano, Acesso aberto, Cienciometria, OpenAlex, Produção Científica

Resumo

A Década do Oceano, implementada pela UNESCO, define 10 desafios a serem superados entre 2021 e 2030 para garantir a recuperação da saúde do oceano. O Desafio 8 se refere a "criar uma representação digital do oceano", na qual estão incluídos o acesso livre e aberto a dados que permitam monitorar as condições do oceano ao longo do período. Esta pesquisa analisa a produção científica brasileira em Acesso Aberto sobre o oceano, visando identificar o quanto e de que forma essa representação digital proposta no Desafio 8 está acessível a todos, sem restrições. A partir de uma estratégia de busca baseada em palavras-chave e tópicos de pesquisa relacionados ao oceano, foram recuperados, no OpenAlex, dados de 24.958 artigos e revisões publicados por pelo menos um autor vinculado ao Brasil entre 2018 e 2025. Constatou-se que quase 60% do total da produção está em Acesso Aberto. No entanto, parte significativa da produção em Acesso Aberto ocorreu por modelos comerciais, considerando o aumento da presença das modalidades ouro e híbrida e a diminuição das vias diamante e verde. Por consequência, houve aumento não apenas do número de artigos com pagamento de APC, mas também do total anual pago e do preço médio por artigo. A partir desses resultados, e considerando a relevância das pesquisas sobre o oceano, recomenda-se que a segunda metade da década mobilize a comunidade científica em direção a publicações em acesso aberto, especialmente nas modalidades não comerciais representadas pelas vias diamante e verde.

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Biografias do Autor

  • Dra. Germana Barata, Universidade Estadual de Campinas

    Germana Barata é pesquisadora e jornalista de ciência do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e é membro do Conselho Deliberativo da ABEC Brasil (2024-2028). É bolsista produtividade do CNPq na área de Divulgação Científica e membro do comitê científico da Rede Internacional Public Communication of Science and Technology (PCST).

  • Dr. Fabio Lorensi do Canto, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)

    É Doutor (2022) e Mestre (2018) em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. É Graduado em Biblioteconomia - Gestão da Informação pela Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC (2005) e Bacharel em Direito pela Faculdade CESUSC (2012). Atua como Bibliotecário/Documentalista na Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC e como bolsista do Projeto Serviços PI, coordenado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) em colaboração com o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI)

  • Wadson Rocha Lemos, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)

    Graduado em Sistemas de Informação pelo Instituto Federal de Goiás e atualmente cursando pós-graduação em Engenharia DEVOPS no Instituto Federal de Mato Grosso. Atuq como Cloud Infrastructure Analyst Pl na Kyndryl, onde contribui para o gerenciamento de ambientes multicloud (AWS, Azure, GCP) e administração de redes OnPremise e Kubernetes. 

  • Washington Segundo, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)

    É Doutor e Mestre em Informática pela Universidade de Brasília, com Estágio de Doutorado Sanduíche no Kings College London. Possui graduação em Matemática também pela Universidade de Brasília. É Coordenador Técnico da Área de Tratamento, Análise e Disseminação da Informação Científica no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict / MCTI). É membro e coordena projetos, comitês nas áreas de Ciência Aberta e Ciência de Dados, e é líder do Grupo de Pesquisa e Laboratório do Ecossistema da Pesquisa Científica Brasileira (LaEPeCBr).

Referências

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Ficheiros Adicionais

Publicado

14-09-2026

Declaração de Disponibilidade de Dados Científicos

Os dados de pesquisa e a descrição dos procedimentos de busca foram disponibilizados no repositório Zenodo: 
Canto, F., Barata, G., Lemos, W., & Carvalho Segundo, W. (2026). Material suplementar do artigo "A Década do Oceano promove acesso aberto à produção científica no Brasil?" [Dataset]. Zenodo. https://doi.org/10.5281/zenodo.22698271 

Como Citar

Barata, G., Lorensi do Canto, F., Rocha Lemos, W., & Segundo, W. (2026). A Década do Oceano promove acesso aberto à produção científica no Brasil?. Revista Ciência Aberta Lusófona, 2, e00124. https://doi.org/10.82524/recal.2026.124