Ciência Aberta à luz da Justiça Informacional: interseções e articulações para o bem comum
DOI:
https://doi.org/10.82524/recal.2026.159Palavras-chave:
Ciência Aberta, Justiça Informacional, Inovação, Impacto socialResumo
A Ciência Aberta tem se consolidado como uma nova configuração das práticas científicas contemporâneas, promovendo transparência, colaboração e compartilhamento do conhecimento. Contudo, a ampliação do acesso à informação científica não garante, por si só, equidade em sua produção, circulação e uso, podendo reproduzir desigualdades informacionais quando dissociada de fundamentos éticos e políticos. Nesse contexto, tem como objetivo analisar a Ciência Aberta à luz da Justiça Informacional, articulando os quatro pilares propostos pela Unesco em 2021, as dez facetas da taxonomia revisada e ampliada e os princípios da Justiça Informacional. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de carácter teórico-analítico, que desenvolve uma matriz integradora para evidenciar as interseções e articulações entre esses referenciais. Os resultados indicam que essa articulação qualifica a Ciência Aberta ao evidenciar suas dimensões sociais e epistemológicas, contribuindo para a construção de práticas científicas mais equitativas e inclusivas. Conclui-se que a articulação entre Ciência Aberta e Justiça Informacional oferece um instrumento analítico para orientar políticas, práticas e infraestruturas científicas comprometidas com o bem comum.
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