Seriam os indexadores instrumentos de contenção de revistas com indícios de práticas editoriais predatórias?
DOI:
https://doi.org/10.82524/recal.2026.288Palavras-chave:
Revistas de acesso aberto, Indexadores de revistas científicas, Práticas editoriais predatóriasResumo
Este estudo analisa a presença de periódicos com indícios de práticas editoriais predatórias em diferentes indexadores de revistas científicas, buscando compreender em que medida essas bases atuam como mecanismos de contenção e como referenciais de qualidade editorial. Trata-se de uma pesquisa quali-quantitativa, de natureza descritiva, baseada no cruzamento de dados entre a lista Predatory Journals e os periódicos indexados no DOAJ, SciELO, Latindex (Catálogo 2.0), Redalyc, Scopus e Web of Science. Os resultados indicam que, embora todos os indexadores apresentem alguma incidência de periódicos com indícios de práticas editoriais predatórias, há diferenças significativas em suas capacidades de filtragem. Indexadores comerciais, como Scopus e Web of Science, registram proporções mais elevadas, enquanto iniciativas públicas voltadas ao acesso aberto não comercial, como SciELO, Redalyc e Latindex, apresentam incidência residual. O DOAJ, por sua vez, ocupa posição intermediária, combinando ampla cobertura com níveis relativamente baixos de ocorrência. Conclui-se que os indexadores não são mecanismos infalíveis, mas desempenham papel relevante na curadoria editorial, evidenciando diferentes regimes de validação e implicações para a avaliação científica e a comunicação do conhecimento.
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Os dados da pesquisa estão disponíveis em: https://doi.org/10.48472/deposita/LVFUUJ
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Direitos de Autor (c) 2026 Raphael Faria Vilas Boas, Joice Soltosky Cunha, Fhillipe de Freitas Campos, Taciane Ferreira da Silva, Mariana Vasconcelos de Castro, Isadora Carelli Esteves (Autor)

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